Como fica a relação do casal após os filhos?

casalCada casal tem sua história e sua trajetória, mas a gente sempre lê e escuta por aí que após os filhos o homem e a mulher se distanciam, que as prioridades mudam e que o marido, em especial, passa a ficar em segundo plano. Ficar se cobrando e se culpando por ter colocado os filhos como prioridade é uma bobagem. É natural que haja essa inversão de papéis.

De olho nesse filão, inúmeras são as publicações com dicas práticas e preciosas de como manter a relação aquecida após a chegada das crianças, porém poucas fazem uma abordagem do que não se perde, mas se fortalece. Por que incontáveis pesquisas apontam que a mulherada se derrete ao ver um homem brincando com os filhos ou com uma criança em seus braços? Instinto? Então, como fica esse olhar quando esse cara é o seu marido, pai dos seus filhos?

Sem demagogia e sem querer encher a bola do maridão, mas eu posso dizer, tranquilamente que meu amor, respeito e admiração por ele só cresceram desde que a Laura e o Miguel nasceram.  A segurança e o acolhimento que ele dá a toda a nossa família e o amor incondicional que demonstra pelas crianças trouxeram para nossa relação uma nova forma de enxergarmos um ao outro.

É esse cuidado (não com as crianças, mas entre nós) que entendo como fundamental para que nossa relação tenha se intensificado e fortalecido nesses cinco anos.  E o cuidado a que me refiro está em todos os momentos: no cafuné antes de dormir, no colo, no beijo de bom dia, na compreensão de que durante a amamentação a libido foi para o espaço, no esforço para reestabelecer a rotina, na escolha do cardápio do jantar, naquele “eu te amo” perdido no tempo e no espaço.

No entanto, na minha opinião, é apenas quando ambos se percebem como um novo casal que as cobranças deixam de ter sentido e os limites e necessidades passam a ser compreendidos dentro do contexto familiar.  A compreensão leva à aceitação daquilo que é novo para os dois e à paciência para que com o tempo necessário a relação se aqueça. Apenas quando se estabelece essa cumplicidade, as dicas apresentadas nas revistas, livros e reportagens, de fato, podem surtir efeito.

 

A síndrome da coruja

nota 57Miguel acorda cedo todos os dias para mamar por volta das 6h30. Ele não quer colo, nem dengo. Quer tomar a mamadeira no berço mesmo e logo volta a dormir, bem sossegado. Não deixamos que ele tome o leite deitado, pois isso pode causar dor de ouvido. Colocamos vários travesseiros até ele ficar com o corpo inclinado. Divertido mesmo é quando ele acorda de verdade, por volta das 8h30. Lá do berço ele começa a chamar: “u-u”. O pai diz que parece uma coruja e desde então a gente fica esperando ele gritar só para dar boas risadas logo cedo.

Briga de bebês

treze mesesA violência se instaurou em um berçário na região oeste de São Paulo. Dois bebês partem para a agressão física na disputa por um brinquedo. Os coleguinhas de maternal formam uma roda e gritam de maneira simultânea: “Fight! Fight! Fight!” ( Luta! Luta! Luta!).

Ok, ok! Admito o exagero, mas quem resiste a uma chamada sensacionalista? A verdade é que Miguel se meteu em sua primeira briga de escola por causa de um brinquedo. Não sei se bateu ou se apanhou, mas voltou para casa com três arranhões no pescoço causados pelo adversário.  Eu não me importei de questionar a escola ou procurar a mãe do coleguinha porque já pesquisei e conversei com educadores, psicólogos e pais sobre o tema antes de formar minha opinião de que brigas fazem parte do processo de amadurecimento das crianças.

Nessa idade as brigas certamente acontecem porque as crianças não conhecem outro modo de resolver os problemas, especialmente quando têm a mesma idade. Eles não sabem lidar com a raiva e a frustração, por exemplo. Por isso, o fato de a coordenadora nos contar (com bom humor) que ele se envolveu na primeira briga de escola e que foi preciso separá-los, foi motivo de riso para nós.

Quem diria? O bebê bonzinho arrumando encrenca? Os conflitos não só fazem parte da construção de sua individualidade, mas são necessários porque traduzem pontos de vista diferentes para que eles entendam e reconheçam-se no mundo. As brigas não tornarão o Miguel e seu coleguinha de escola inimigos. Aliás, em muitos casos, as brigas mais constantes são as que acontecem entre melhores amigos e irmãos, justamente pela proximidade e empatia que há entre eles.

Então, o que fazer se duas crianças pequenas começarem a brigar? De imediato, nada! É importante não interferir logo de cara na discussão e dar um tempo para que elas tentem chegar a um consenso sem a ajuda de um adulto. Só entre em cena quando houver algum risco de agressão física ou se perceber que a briga ficou fora de controle.

Os conflitos entre bebês só devem ser motivo de preocupação se forem muito recorrentes. Nesse caso, converse com os profissionais da escola para tentar entender os motivos que tem levado seu filho a resolver tudo por meio do conflito e não do entendimento entre as partes.

E o seu filho? Já brigou na escolinha?

Neste Dia das Mães, desejo…

mother day… Que se você não puder dormir até tarde, seja acordada com beijos molhados e abraços apertados. Que se não puder ficar deitada curtindo a preguiça matinal, que faça uma grande farra na sua cama. Que se não puder ganhar uma cesta completa de café da manhã, ganhe uma xícara de café com o gostinho doce das mãos das crianças. Que se você não puder fazer uma programação especial, faça de um piquenique no parque um momento inesquecível.

Desejo que se você não puder almoçar no melhor restaurante da cidade, possa se deliciar com qualquer gororoba feita pelos seus filhos. Que de sobremesa haja gelatina colorida e sabor de infância feliz. Que se você não puder tirar um cochilo depois do almoço, que assistam a um filme regado a muita pipoca e suco de groselha. Que se você não puder fazer um banho de espuma em uma banheira king size, tome banho de chuveirinho e deixe seu filho lavar seus cabelos.

Desejo que, ao cair da noite, se você não puder ter um jantar à luz de velas, comam um sanduíche de pão de forma e leiam um livro juntos antes de dormir.

E, finalmente, desejo que ao deitar-se na sua cama, depois de ter colocado as crianças para dormir, você traga um sorriso no rosto porque o melhor presente de Dia das Mães está nos pequenos momentos com nossos filhos!

Parabéns, mulheres!

4 coisas que não precisam ser feitas com o bebê

post 137Recentemente, Michel Cohen, pediatra norte-americano e autor do badalado livro The New Baby Basics (sem previsão de publicação no Brasil) elencou algumas atitudes que os pais de primeira viagem acreditam que devem fazer com o bebê e que, na verdade, não precisam. Eu mesma já fui refém delas com a Laura. Anos depois, com o Miguel, já estava mais preparada e percebi quanto realmente são dispensáveis.

1. Fazer arrotar

Muitos bebês ficam profundamente incomodados com todos aqueles tapinhas nas costas para colocar um pouco de ar para fora. Agitados com o esforço contínuo dos pais, eles choram, engolem mais ar e a pressão abdominal aumenta, deixando-os irritados. Após colocar seu filhote para mamar, apenas deixe-o na posição vertical que já é o suficiente para que o arroto seja liberado. Se não acontecer sem tapinhas, provavelmente não aconteceria com eles.

Cheiro de pipoca

nota 48Miguel comeu pipoca neste final de semana, mas não curtiu tanto quanto a mãe e a irmã. Eu, que sou pipocolatra¸ confesso que fiquei meio decepcionada porque isso é quase um ritual em casa. Aos domingos, quando não estamos visitando alguém ou viajando, a família toda se aninha no sofá com um balde de pipoca na mão para ver filme. Miguel não assiste e também não dava bola para a pipoca. Mas dessa vez, ele pediu e eu deixei. No fundo, ele gostou mesmo é de bagunçar aquela pipoca toda com as mãos.

Quando começa a fase da birra

post 136Em geral, a temida fase das birras começa a partir de um ano e meio de idade. Aos dois, alcança o ápice, motivo pelo qual é conhecida mundialmente como terrible two (os terríveis dois anos). No entanto, os primeiros indícios podem aparecer bem antes e na maioria dos casos ficam evidentes quando a criança é contrariada.

Alguém se lembra do bebê bonzinho deste blog? Pois é, ele também faz birra. E, contrariando as expectativas, antecipou a fase e com apenas um ano já se jogava no chão e chorava na tentativa de nos persuadir a atender todas as suas vontades.

Ser mãe é ter saudade

post 134Eu já escrevi diversos posts sobre como a saudade permeia a maternidade de diversas formas. Da saudade do que fazíamos antes dos filhos à saudade dos próprios filhos, são diversos momentos que vão ficando registrados na memória cheios de carinho. Uma das razões de ser blogueira é justamente a falta de disciplina para fazer um diário e anotar cada um desses acontecimentos. Com o blog, tenho um compromisso com as pessoas que nos acompanham e os registros ficam mais frequentes.

O bebê de estimação

FubáNão foi o Miguel que adotou nossa cachorra como bicho de estimação, mas o contrário! Fubá (nome escolhido pelo marido, não me julguem!) elegeu o pequeno como seu companheiro e adora ficar deitada embaixo do carrinho. Se for na hora do “rango” então, ela é presença garantida. Além de companhia, faz as vezes de aspirador de pó…ou melhor, de migalhas!

Expresse seu amor

post 133Crianças que se sentem amadas por seus pais são seguras e têm muito mais auto-confiança diante da vida. São capazes de dar carinho, amizade e compaixão em todos os aspectos. Eles compartilham mais, perdoam mais, são mais gentis e recebem melhor amor e elogios.

Como apenas dizer “eu te amo” não é o suficiente para ninguém se sentir amado, preparei esse post para dar algumas dicas de como demonstrar seu amor pelos pequeninos. Confira: